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Pernambuco Dividas

Pernambucanos endividados em março é o maior para o mês desde 2015

Há de se destacar a diferença entre os períodos de 2015 e 2019, visto que o primeiro apresentou uma recessão econômica significativa, com o PIB caindo abaixo dos 3,0%, apresentando desemprego muito elevado

03/04/2020 12h05
Por: Wallace Maciel
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) pernambucano voltou a mostrar movimento na mesma direção do nacional, com percentual de endividados em março (72,1%) subindo em relação a fevereiro (71,9%). Esta é a maior taxa de endividados para os meses de março, desde 2015, quando o número foi de 75,0%.

Há de se destacar a diferença entre os períodos de 2015 e 2019, visto que o primeiro apresentou uma recessão econômica significativa, com o PIB caindo abaixo dos 3,0%, apresentando desemprego muito elevado. Sendo assim, o endividamento era bem mais crítico do que atualmente, pois a população apresentava condições mais restritas economicamente de arcar com as dívidas.

O endividamento atual é puxado por período de consumo retraído para a maioria dos segmentos do varejo, sendo concentrado em itens essenciais devido ao início das restrições adotadas pelo Governo para conter a velocidade da epidemia do novo Coronavírus (Covid-19). Vale destacar que a alta já era esperada, visto que o consumo das famílias foi antecipado, como para a compra das feiras mensais, já que o período de isolamento trouxe um temor de desabastecimento de itens essenciais.

Os transtornos causados pela infecção do novo Coronavírus (Covid-19) na saúde e na economia de todo o País contribuem para jogar em uma grave recessão o setor produtivo pernambucano e em especial o setor do comércio e serviços, visto que o consumo das famílias, além de se retrair devido ao comportamento mais conservador com o momento crítico, é restringido também devido ao fechamento de grande parte dos centros comerciais e das medidas de restrição de deslocamento.

O momento pede atenção do setor público e privado, visto que os impactos sentidos por países que já passaram pelo momento de pico das infecções são significativos. Desta forma, já se esperava redução no consumo das famílias, derrubando assim o desempenho do setor, com provável queda comparada aos anos anteriores.

Em números, o percentual de 72,1% equivale a 370.065 famílias endividadas, alta de 1.041 lares em um mês, já em relação ao mesmo período de 2019 houve uma alta de 11.815 famílias. As famílias que possuem contas em atraso atingiram os 31,0%, alta em relação a fevereiro e quando comparada a março do ano anterior, que registraram percentual de 29,5% e 26,5%, respectivamente.

É importante lembrar que estas famílias já apresentavam maior dificuldade no pagamento de suas dívidas, com orçamento mais apertado, aumentando as dificuldades de honrar todos os pagamentos em um mês com início de maior restrição como o de março devido à epidemia do Covid-19. Atualmente, no estado, 159.265 famílias estão com alguma conta em atraso, acréscimo anual de 24.322 lares.

Já a parcela da população com a situação mais crítica, que é aquela que informa não ter mais condições de pagar suas dívidas, mostrou percentual de 15,2%, o que corresponde a 78.135 mil famílias inadimplentes. Este grupo apresentou alta significativa de famílias nesta situação, com acréscimo mensal e anual de 6.341 e 16.526 lares, respectivamente.

Quando se analisa o resultado por tipo de dívida, verifica-se que o tipo mais apontado continua sendo o cartão de crédito, atingindo 92,7%, mostrando estabilidade em relação ao mês anterior, seguido pelo endividamento com carnês, que representa 19,7%.  A maioria das famílias endividadas informa também que as dívidas comprometem entre 11% e 50% da renda, valor considerado preocupante, visto que, após o pagamento das despesas correntes, grande parte das famílias pode não apresentar recursos para investir, limitando a capacidade do crescimento familiar.

Para o mês de abril, espera-se uma continuidade da elevação no endividamento das famílias, isto porque as demissões, paralisações dos setores e o ritmo baixo de contratação criarão uma restrição orçamentária crítica, levando as famílias a utilizar o crédito para manter o consumo de bens essenciais neste momento de quarentena.

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